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Brasil

‘Vidas negras importam’ chacoalha brasileiros entorpecidos pela rotina de violência racista

‘Assassinos’, ‘racistas’, “parem de nos matar!” e “sem Justiça, Sem Paz”, foram as palavras de ordem mais ouvidas nos protestos

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dia

Arte: Congresso em Foco

Foi preciso uma onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos para despertar parte da sociedade branca que fecha os olhos diante da violência policial, se acostumou a banalizar o genocídio de jovens negros nas favelas ou a ser complacente com a ausência de representatividade em posições de destaque no Brasil. Muita gente aderiu à versão brasileira de Black Lives Matter (Vidas negras importam), espalhando nas redes sociais hashtags como a #blackouttuesday, mas, além das campanhas de ocasião, o engajamento permanente pela causa antirracista ainda segue restrito às vozes do movimento negro.

“Acredito que ainda falta muita empatia com mortes de pessoas negras por parte de quem está afastado dessa realidade no Brasil”, observa o advogado Thiago Amparo, professor de políticas de diversidade na Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). “Sempre há protestos de familiares, vizinhos da comunidade e atores de movimentos negros, mas pouca solidariedade de pessoas brancas participando desses atos e, principalmente, utilizando seus espaços de privilégios para mudar a situação. Ativismo digital é importante, desde que a gente também se manifeste de maneira mais contundente em nossas áreas de atuação, como cobrar das instituições jurídicas o controle da polícia ou que a imprensa cubra a dinâmica a das mortes de pessoas negras não só quando elas eclodem. Isso significa mostrar que vidas negras efetivamente importam.”

Fonte: EL PAÍS

Revolta faz eclodir protestos contra Carrefour e lojas são depredadas

Foto: Kamila Camillo

Após a morte de João Alberto Freitas na noite da última quinta-feira, 19, em um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre, revolta e indignação tomaram conta do país e uma série de protestos foram registrados, nesta sexta-feira, 20, Dia da Consciência Negra.

PORTO ALEGRE

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Em Porto Alegre houve protesto em frente à loja onde aconteceu o crime. Após duas horas de ato pacífico, alguns jovens derrubaram o portão de acesso ao estacionamento do Carrefour, quebraram janelas de vidro e tiveram acesso ao primeiro andar do estabelecimento.

A polícia interveio com bombas de gás lacrimogêneo e dispersou o pequeno grupo. Neste momento a manifestação contra a morte de João Alberto já havia acabado. Ao final do embate com a polícia, uma pichação era vista na parede externa do Carrefour: “Polícia genocida”. A afirmação faz referência à morte do homem negro, já que um dos seguranças da loja envolvidos no crime se trata de um policial militar temporário.

SÃO PAULO

Em São Paulo, a Marcha da Consciência Negra pediu justiça pela morte de João Alberto na Avenida Paulista e foi pacífica. No final do protesto, manifestantes começaram a atirar objetos e a destruir vidraças da fachada do Carrefour na Rua Pamplona, uma das áreas mais nobres da capital paulista.

Os manifestantes invadiram o local, quebraram produtos e chegaram a atear fogo no interior do supermercado. Depois de organizadores pediram para parar a depredação do supermercado, a manifestação foi encerrada. A Tropa de Choque chegou quando a multidão já havia dispersado.

RIO DE JANEIRO

No Rio de Janeiro, também houve protesto, que aconteceu em frente ao supermercado localizado na Barra da Tijuca. Os manifestantes entraram no estabelecimento e gritaram palavras como: “assassinos” e “vidas negras importam”.

Os manifestantes entraram na loja, encheram carrinhos e foram aos caixas lotas as esteiras para impedir o funcionamento do estabelecimento. A organização pediu o fechamento do Carrefour da Barra da Tijuca e o pedido foi aceito pela gerência da loja.

Os manifestantes carregavam faixas como: “Parem de nos matar!” e “Sem Justiça, Sem Paz”.

BELO HORIZONTE

Em Belo Horizonte, foram realizados dois atos em supermercados da rede, um dentro de um shopping center e outro no centro da capital mineira. Os manifestantes entraram nas lojas para protestar.

Dez minutos após o início do protesto, as portas do Carrefour da avenida Afonso Pena esquina com rua Guajajaras foram fechadas. O protesto foi organizado pelo Núcleo Rosa Egípciaca Negros, Negras e Indígenas, ganhou adesão de pelo menos 14 movimentos sociais de Belo Horizonte e partidos políticos. O rapper Djonga estava entre os manifestantes.

“Isso não é um caso isolado. Isso acontece todo dia desde que o Brasil é Brasil. Hoje era pra ser um dia de celebração e a gente acorda com uma notícias dessas”, disse Djonga ao G1.

OUTRAS CIDADES

Já em Brasília, o ato ocorreu no início da tarde em uma loja do Carrefour da Asa Sul. Em Osasco (SP), um protesto iniciou às 18h em frente ao Carrefour da cidade em que, no ano de 2018, um cachorro foi morto a pauladas no estacionamento do local.

Outras cidades tinham atos marcados ainda para esta sexta-feira (20), entre elas Santa Maria (RS), Curitiba e Londrina (PR).

Fonte: Catraca Livre

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Brasil

Prêmio da Mega da Virada deve chegar a R$ 300 milhões

Apostas podem ser feitas até as 17h do dia 31.

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Já começaram as apostas para a Mega da Virada que, segundo estimativas da Caixa, deve ter uma premiação de R$ 300 milhões este ano. As apostas poderão ser feitas até as 17h (horário de Brasília) do dia 31 de dezembro nas lotéricas de todo do país;,pelo portal Loterias Caixa ou pelo app Loterias CAIXA, disponível para usuários das plataformas Android e iOS; e pelo internet banking da Caixa.

O valor de uma aposta simples da Mega, com seis números, é de R$ 4,50. No caso do Bolão Caixa, o preço mínimo de apostas é de R$ 10. Com isso, o valor mínimo da cota é de R$ 5. De acordo com a Caixa, é possível que seja cobrada, a critério da lotérica, uma tarifa de serviço adicional de até 35% do valor da cota, para o bolão.

As apostas pela internet só podem ser feitas por pessoas maiores de 18 anos, após o preenchimento de um pequeno cadastro. Nesse caso, o pagamento deve ser feito por cartão de crédito, e o valor mínimo do conjunto de apostas é de R$ 30, podendo chegar a R$ 945 por dia.

Como a Mega da Virada não acumula, caso ninguém acerte as seis dezenas, o prêmio será rateado entre os acertadores de cinco números, e assim sucessivamente conforme as faixas de premiação.

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De acordo com o banco, “se apenas um ganhador acertar as seis dezenas da Mega da Virada e aplicar o prêmio estimado na poupança, terá uma renda mensal de R$ 347,7 mil”.

Com informações da Logo Agência Brasil

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